terça-feira, novembro 08, 2005

Os Podres da Rua

É de caras. A rua é de todos.
A rua deixa-se atravessar por atarantados fósseis de vida que regulam a sua estupidez e liberdade em conjunto. Volto-me para o que preciso ver para caminhar e barro-me ao que me faz perder tempo no caminho. Salto os pensamentos a que não me quero sujeitar porque me posso atrasar. Vejo que ali passo porque tenho espaço mas não vejo porque é que ali não passo só sei que não tenho espaço. Por cima passam os olhos, por baixo passam os pés.Não piso o que não quero ver e não penso no que não quero pisar.
Cheguei.

3 comentários:

Sergio Figueiredo disse...

Humm...o movimento de texto contemporâneo já está excessivamente gasto...no teu interesse intelectual sujiro que inventes um novo, porque senão é tudo igual.

R.noga disse...

Sérgio, isto é um texto que escrevi quando tinha aí uns 12 anos.
Gosto muito dele.
Tive 5 na prova em que o desenvolvi.
Abraço

bruno maia disse...

O movimento de texto contemporâneo não se esgota naquilo a que chamas de "gasto". Ultrapassa as fronteiras temporais que muitos como tu tentam impor. Não ficou preso a nenhuma década nem a nenhum conjunto de personalidades. Esbracejou e estendeu-se a todas as formas de arte ( e não estou a falar só da música... senão pensa na pintura pós-modernista (cubista)de amadeo de souza-cardoso ou no hiper-movimento do surrealismo, é que há uma relação visível!)
E depois caro, arte é tudo o que não consegues definir com objectividade e intencionalidade, para as massas que anseiam uma resposta! Porque a arte não é resposta. Mais do que isso, é a solução!
Fosse aos 12, fosse aos 30, o meu interesse intelectual também depende disto, do leitura da arte em todas as suas formas INESGOTÁVEIS!